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Você já ouviu falar no Golpe da Selfie? Saiba como se proteger!





O Golpe é simples. Começa com uma mensagem no whatsapp, de uma loja que diz que a vítima foi presenteada por alguém, e que para receber o presente, que deve ser entregue em mãos, deveria confirmar algumas informações. Ao encontrar o entregador, a vítima recebe uma caixa de papel bem simples, com dois cremes, ou qualquer outro produto como sabonete, etc. No momento da entrega, o motoboy diz que precisa de uma "selfie de confirmação" e, apressado, entrega o celular para a vítima, que tira a foto.


O que parece ser um ato simples e despretensioso, na verdade é um golpe, pois a foto é tirada em um aplicativo de banco para autorizar um financiamento requerido pelo golpista. Entenda, o motoboy no momento da entrega, está conectado no aplicativo do banco quando pede a "foto de confirmação" à vítima que está recebendo o presente ou brinde. Por isso, os golpistas, inclusive, cobrem a tela do celular com fita adesiva, para que a pessoa não perceba que a foto está sendo tirada num aplicativo de banco ou numa solicitação de financiamento.


O novo golpe junta o conhecimento de dados pessoas, que os golpistas previamente possuem, com a identificação biométrica. Nesse sentido, não basta uma foto antiga da pessoa, porque o aplicativo exige que a imagem seja registrada com a câmera do celular no momento da solicitação do financiamento, o que, em tese, adiciona uma camada de proteção ao processo.


Assim, para se proteger do golpe da Selfie, você deve desconfiar de qualquer entrega de brindes, presentes e ofertas que devem ser entregues necessariamente em mãos e desconfie se alguém lhe solicitar uma selfie para receber qualquer produto, pois certamente o intuito da entrega é capturar informações e imagens para utilização em operações fraudulentas.


Outra possibilidade de Golpe da Selfie também vem sendo muito utilizada por golpistas. Isso porque, as instituições financeiras têm solicitado fotos dos seus consumidores, muitas vezes solicitando que estes segurem o documento de identidade como RG ou CNH próximo ao rosto. Esta modalidade de golpe, utiliza o envio de e-mails de phishing se passando por um banco, empresa de pagamentos ou redes sociais. As mensagens pedem que, por medidas de segurança, os usuários confirmem sua identidade por meio de link. Ao clicar, a vítima é redirecionada à uma página de um formulário que solicita informações pessoais como endereço e número de telefone, além do upload de uma selfie com um documento de identidade oficial visível – até mesmo foto com cartão de crédito ou passaporte. Portando a documentação da vítima, os golpistas podem abrir contas em instituições financeiras, solicitar empréstimos e cartões de crédito, entre outros incontáveis prejuízos.


Assim, para se proteger deste tipo de fraude, você deve observar atentamente a mensagem supostamente encaminhada pela instituição financeira pois é provável que o texto do e-mail enviado, bem como as informações disponibilizadas no link tenha erros gramaticais, palavras omitidas e erros de ortografia, além disso, e-mails fraudulentos normalmente possuem endereços registrados em provedores gratuitos ou pertencem a empresas que não têm relação nenhuma com a mencionada no corpo da mensagem, por isso é importante que seja observado de onde vem e para onde vai o link encaminhado. Nesse sentido, pode ser crível que o link e o endereço de e-mail pareçam legítimos, contudo, é provável que o host do formulário de phishing esteja hospedado em um domínio mal-intencionado ou não relacionado, podendo ser semelhante, mas ainda assim diferente.


Outra técnica dos criminosos neste tipo de golpe, é o senso de urgência, para que a vítima não perceba a fraude. Assim, seja aplicando o golpe presencialmente, ou por meio eletrônico, este tipo de técnica é presente, ou o motoboy está com pressa, ou o link encaminhado por meio eletrônico tem indicativo de que irá expirar em algumas horas.


Matéria escrita por Nathalia de Paula Barone



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