• Marchi e Boulos

O novo modelo da advocacia e seus constantes desafios

A advocacia contemporânea é inovadora, desafiadora e multidisciplinar. Cai por terra, gradativamente, uma realidade na qual grandes talentos ingressam em grandes corporações e os demais empreendem esforços em serviços diversos e de menos complexidade (diligências, audiências e suporte à distância justamente para essas grandes corporações).


O estilo de vida predileto da nova geração dispensa, via de regra, a "prisão", a "cultura corporativa" e até mesmo a "Síndrome de Estocolmo" segundo a qual "nada dará certo fora das grandes corporações- esteja fora do que temos a oferecer e contente-se em pertencer à segunda linha".


O advogado de hoje - em verdade, o profissional de hoje - busca, acima de qualquer coisa, flexibilidade, liberdade e polivalência. O mundo dá muito mais opções a todos do que jamais deu; logo, todos têm muito mais interesses a perseguir do que jamais tiveram. Em razão disso e, ao mesmo tempo, oferece muito mais possibilidades e coloca à disposição do "pequeno" ferramentas preciosas para que possa avançar, escalar e construir a sua advocacia de forma competitiva. Resultado: advogados qualificados, de primeira linha, que simplesmente optam pela advocacia empreendedora. Trata-se de uma grande ruptura com a estrutura hegemônica de até muito pouco tempo atrás.


Este texto, que será seguido por outros, tem como intenção apresentar ao debate esse novo modelo de advogado, fruto desse cenário, com interesses distintos e, portanto, necessidades diferentes do que se viu até hoje.


Como ele começa?


O início não é difícil: basta um computador e uma boa Internet - além da habilitação. De posse disso, o advogado pode ter acesso a uma série de oportunidades para viabilizar a sua atividade.


O simples cadastro em plataformas como o Diligeiro é um excelente pontapé inicial. Os serviços de diligência e apoio a advogados já consolidados não estão descartados e são uma ótima forma de criar um fluxo de renda e trabalho - o que se diz aqui não é que esses serviços (que, aqui, chama-se de "suporte") devam acabar, mas sim que a pequena advocacia não deve e não vai mais existir apenas em função deles.


Ferramentas de gestão de processos simples e funcionais também ajudam muito e poupam trabalho - tome-se como exemplo o LEGALNOTE, onde se pode, por um preço muito acessível, gerenciar uma carteira de processos e compromissos (nada de ficar "alimentando" o sistema - ele alimenta-se sozinho).


Isso sem falar das ferramentas que permitem abordar clientes que vão à internet com um problema a resolver ou, ainda, aquelas que permitem a geração de petições quase instantaneamente, levando a atividade do advogado a uma escalabilidade que, antes, era impensável (o robô ELI, por exemplo, e suas aplicações).


Todas essas ferramentas, ou funcionalidades, além de otimizarem o tempo do advogado, permitem a ele, também, gerar, desde o início, um ritmo de trabalho e renda que fazem o seu escritório "caminhar". Naturalmente, com o passar do tempo, clientes chegarão de diversas maneiras, o trabalho tenderá a aumentar e os desafios serão outros - dos quais se tratará em textos futuros. Mas as opções apresentadas acima continuam, sempre, sendo um aliado precioso e fundamental ao advogado moderno, pois, como exposto, trazem otimização e escalabilidade, que são, talvez, as duas palavras de ordem do modelo de advocacia ora apresentado.


Em textos futuros, explorar-se-á um pouco mais cada um desses aplicativos, seu funcionamento e, ainda, as etapas seguintes da carreira desse "novo advogado". Mas o mais importante, por ora, é apresentá-lo (conforme feito) e trazê-lo ao debate, pois surge de uma grande tendência não só da advocacia, mas de toda a geração atual, que, pela quantidade de informações a que é apresentada rotineiramente, precisa de gestão e otimização; com isso, poderá obter flexibilidade, autonomia e, acima de tudo, o tão sonhado domínio de seu tempo e rotina.

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